Os elevados padrões de exigência do mercado de hoje espelham-se, também, nas qualificações requeridas aos trabalhadores. O investimento exclusivo na formação orientada para as competências técnicas revela-se insuficiente. Isto porque as soft skills são encaradas, cada vez mais, como fatores decisivos para o sucesso organizacional e para o bem-estar das pessoas. Por conseguinte, são muitas as empresas que procuram integrar cursos de desenvolvimento pessoal no seu plano de formação interna.
O que é desenvolvimento pessoal e profissional: uma perspetiva integrada
O desenvolvimento pessoal é um processo contínuo, que ocorre durante toda a vida. É através deste processo, maioritariamente inconsciente, que adquirimos uma série de capacidades e competências comunicacionais, emocionais e relacionais, por exemplo.
O desenvolvimento profissional, por sua vez, é vocacionado para a aquisição de ferramentas e aprendizagens necessárias para o desempenho eficaz e seguro de uma determinada atividade: o “saber-fazer”. De notar que este processo formativo é uma responsabilidade da entidade empregadora, de acordo com o Código do Trabalho (aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 93/2019, de 4 de setembro e Lei n.º 105/209, de 14 de setembro).
Porém, num momento em que a economia do saber trouxe a valorização das competências humanas para primeiro plano, a separação estanque entre o desenvolvimento pessoal e o profissional deixou de fazer sentido. Afinal, estas duas dimensões estão interligadas. Por conseguinte, um plano de formação interna completo deve, hoje, contemplar cursos de desenvolvimento pessoal vocacionados para o aprofundamento das soft skills dos trabalhadores.

A importância das soft skills
Amplamente consideradas pela literatura de Recursos Humanos como as “competências do século XXI”, as soft skills são um fator determinante no mapa do sucesso empresarial. Um estudo publicado pelo LinkedIn, em 2019, revela que 92% dos recrutadores de talentos afirma que as soft skills são tão ou mais importantes do que as hard skills — as aptidões estritamente técnicas.
Desse modo, o investimento em cursos de desenvolvimento pessoal, orientados para o aprofundamento destas competências transversais, oferece uma série de vantagens às empresas. Enumeramos algumas:
- Ambiente de trabalho: quando os trabalhadores desenvolvem as suas aptidões comunicacionais, bem como a sua inteligência emocional, a atmosfera laboral torna-se mais saudável;
- Mudança positiva: pessoas autónomas e criativas são um motor de transformação muito eficaz para as organizações, contribuindo com soluções inovadoras;
- Resolução de problemas: o investimento em competências relacionais e comunicacionais, por exemplo, tende a tornar os processos de decisão mais abertos e eficazes;
- Retenção de talentos: cursos de desenvolvimento pessoal (encarados numa perspetiva de longo prazo) podem aumentar o nível de satisfação no trabalho e, assim, fortalecer o compromisso dos funcionários com a empresa.
Cursos de desenvolvimento pessoal: em que áreas investir?
No quadro atual, é crucial que qualquer curso de desenvolvimento pessoal tenha uma especial atenção ao aprofundamento de algumas ferramentas. Estas são imprescindíveis para o sucesso das empresas e, claro, para o bem-estar dos seus trabalhadores.
Dessa maneira, os planos de formação interna das empresas devem incidir sobre algumas áreas-chave, como:
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